PORTAL DO FADO
 Página Principal
 Biografia
 O Fado
 Castelos e Fortalezas
 Conheça Portugal
 Guitarra
 Fadistas
 Guitarristas
 Tipos de Fado
 Coimbra
 História do Fado
 História da Emigração
 Galeria de Fotos
 Sesimbra
 Porto União da Vitória
 Fátima
 Curiosidades
 SERVIÇOS
 Colunas
 Jornais
 Links
 Loja Virtual
 Pápeis de Parede
 Receitas
 Tempo
 PORTUGAL NO MUNDO
 Alemanhã
 Brasil
 Canadá
 Estados Unidos
 França
 Luxemburgo
 Outros Países
 PUBLICIDADE
 Anuncie no Portal
 Seja nosso Parceiro
 Contactos
 

CONHEÇA PORTUGAL

04/11/2007 - CIDADE DE SETÚBAL

SETÚBAL E AS SUAS GENTES NOS ANOS 40 e 50.

Não era materialmente uma cidade rica, como ainda hoje não é, mas, era uma rica cidade em matéria de animação, e esta começava logo ao romper da aurora, com a labuta do povo trabalhador dos campos, da cidade, e com o entrar no cais da lota, traineiras vindas da pesca carregadas de peixe: a azáfama  era grande, desde a arrematação deste, aos pregões das vendedeiras, numa algazarra própria daquela faina matinal.

Setúbal tinha vida, tinha beleza, tinha a alegria que actualmente não tem... Porquê? porque todo o tipicísmo que a Raínha do Sado tinha, foi desaparecendo ao longo não mui distante do tempo, com o abate das embarcações de pesca, com o encerramento das fábricas de conservas de peixe, e estas eram mais de 100!!!

Fecharam-se fábricas de fabrico de tijolo e telha, e de louças finas: para além destas, muitas actividades produtivas tambem foram encerradas com o aparecimento de novas tecnologias: a vida campestre tambem sofreu e ainda sofre os seus revezes com a lavoura na produção de cereais, frutas, legumes,lacticínios, etc, etc;

Falemos ainda mais de Setúbal e das gentes daquela época, que alguns felizmente ainda se encontram entre nós,e outros que não voltam nunca mais... apesar das exigências que a vida lhes impunha, ainda arranjavam tempo para os seus folguedos, tais como: várias modalidades de desporto, e peças teatrais nas colectividades de recreio: e pelo Carnaval ,era o teatro de rua, as chamadas "cegadas," com brincadeiras cheias de graça, sempre alusivas a motivos locais, cujos "artistas" se disfarçavam de mulheres, de policias, e de outras figuras cómicas, sempre rodeados por muito público presente: mas..., se havia ali uns picadinhos provocados por alguem do público presente, era certo e sabido que o "espectáculo" era transformado noutro "espectáculo", cujo final,  era acabar tudo à estalada, e por vezes com o acréscimo de algumas cassetetadas da polícia...Eram as cegadas!!!

Para além do acima exposto, na altura própria, havia os círios que se deslocavam em romagem para as festas dos Santuários da Nossa Senhora da Arrábida e de São Luis da Serra: nas Festas dos Santos Populares, muitas ruas eram enfeitadas pelos seus moradores que à noite se juntavam para fazerem balões, bandeirinhas, bonecos e bonecas tudo de papel, para além das quadras alusivas à dita festa. A ida ao campo apanhar alecrim para enfeitar os mastros que sustentavam o teto, e arranjarem os pequenos altares para a exposição dos referidos santos, tambem fazia parte da festa.

Acabada esta tarefa, vinham os cantares e as danças de roda das fogueiras  onde estavam as tradicionais batatas a assar, e por vezes, alguns tentáculos  de polvo, que na gíria marítima se dá o nome de "rasgos"e, como é da tradição, não faltavam os cantos ao fado e guitarradas, que ia até de madrugada: e já de manhã, muitos não perdiam a tradição de irem aos pontos mais altos para ver o Sol nascer, tudo isto numa sã brincadeira de camaradagem.

Era assim a Vélhinha Cetóbriga, mãe da Gloriosa Luísa Todi, cujo busto está exposto na avenida com o nome, tal como o não menos famoso Manuel Maria Barbosa du Bocage cuja estátua está presente na conhecida Praça do Bocage.

Tal como nós, as gerações vindouras tambem terão um dia interesse em conhecer a história desta bonita cidade, e a história da vida que pertenceu aos seus e nossos avós tambem!!!

Texto de: Julio silva.

 

 

 
 
 
   
     
Desenvolvido por Meluco.com